DA CLONAGEM HUMANA A LIPOASPIRAÇÃO

A evolução do mundo chega a ser assustadora. Da invenção da roda à descoberta de que a Terra é redonda, nunca mais o Homem parou de escarafunchar o universo.
Ultimamente, uma das coisas sobre as quais mais se ouve falar é a clonagem humana, redução de estômago e Lipoaspiração.
Cientistas de todos os cantos correm contra o tempo: cada um quer ser o primeiro a anunciar a técnica — e alguns, embora não o provem, proclamam que já a têm (experimentada, inclusive).
O assunto remete meu pensamento à sede que há no interior do ser humano em desafiar os mistérios. Fiquei pensando na arrogância do homem — que acha que pode tudo e vai se enredando por todos os atalhos, sempre superior aos céus, mares, ar, natureza, a qualquer força.
Quem somos nós, afinal? (Ou quem pensamos que somos?)
O que faz o homem acreditar que detém tanto poder sobre tudo, como se lhe fosse possível controlar essa 'bola gigante' — e além dela — através de sua inteligência privilegiada e tecnológica?
Fiquei pensando que o ser humano é, essencialmente, um artista.
Estou lendo, de José Saramago, o livro "O Homem Duplicado". Ainda na metade, é clara a confusão que a idéia provocou naquele que descobriu o espelho de si mesmo e não é difícil ter uma noção da 'tragédia' que vem por aí.
Lembro de quando anunciaram a novela "O Clone" com a proposta 'revolucionária' da cópia de um igual vivendo no mesmo mundo — humano. Como se viu na ficção, também acho que na realidade isso não dará certo.
É muito provável que venhamos a nos espantar ainda mais com a coisa toda, mas fato é que, pra mim, clonar, fazer ficar sem aquela barriguinha exuberante o ser humano nunca vai dar certo — nem hoje nem daqui a muitas eras.
Se entendo a evolução da ciência como um benefício desmedido — e é claro que entendo assim —, perdoem, mas não compreendo totalmente a vaidade que a cerca e que vai guiando alguns — muitos —, numa escuridão que, provavelmente, ainda que venha a clarear, não se fará na direção certa.
Se são válidas as pesquisas em função da vida — e ninguém vai ousar questionar isso —, a pergunta que me faço é por que não conseguimos nos desprender de tantos interesses menores e priorizar o que realmente pode beneficiar a humanidade, sem chocá-la com confrontos rumo ao absoluto desconhecido?
Talvez, no futuro, os filhos dos nossos bisnetos venham a rir dessa nossa ignorância de hoje, em que achamos que detemos conhecimentos de dimensões inimagináveis e maravilhosas, quando é possível que tudo seja muito mais simples.
O fato é que clonar, fazer Lipo, e tudo que se diz respeito à vaidade humana, nunca vão dar certo, seja no homem ou na mulher. Se Deus nos fez de um jeito, é porque ele quer nos ver nascer e morrer sem precisar que bisturis de médicos que se dizem inteligentes possam nos destruir aos poucos.
No dia 27 de maio de 2007, cheguei de em minha cidade (Macapá), vindo da cidade de Goiânia Estado de Goiás. Como era domingo, resolvi fazer um churrasquinho com minha família e botar a conversa em dia. No final da tarde, chegaram alguns amigos de longas datas um deles é meu parceiro de rádio há muitos anos, logo em seguida, mais conhecidos foram se juntando à turma, um deles um advogado conceituado, que veio pra comemorar uma cirurgia que ele iria fazer na semana seguinte, eu não sabia do que se tratava no momento, só fiquei sabendo no dia 08 de junho quando veio a noticia que ele tinha sido enterrado às 17 horas do dia anterior. No momento não acreditei no que ouvi, mas tive que aceitar porque na minha opinião com Deus não se brinca de jeito nenhum. Quero que você entenda onde estou querendo chegar. A tal cirurgia que estava sendo comemorada antes de ser feita, era exatamente uma redução de estomago, dois dias após a cirurgia o advogado veio a falecer. Esse caso não foi o primeiro aqui no Estado do Amapá, mas a sociedade já deveria ter se conscientizado de que a coisa como disse no inicia desta crônica “nunca vai dar certo”.


Vaidade do homem, até onde vai chegar?



Jota Junior
Macapá, 09 de junho de 2007.

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